Então você esbarra em um amigo de adolescência… Você lembra dos momentos que viveram juntos, das risadas, das horas difíceis. Você até sente aquela saudade… Mas pensa: “o que vou conversar com ele depois de 10 anos?”. Em meio à lembrança dos possíveis clichês que você poderia usar naquela eventual conversa, você apenas se vai… sem ter o que falar. Sabe por que?

Porque matrizes sociométricas (os arranjos sociais nos quais estamos inseridos) são extremamente dinâmicas: você estuda com um grupo, trabalha com outro, tem um projeto com outro… Os grupos mudam e os “amigos” mudam junto – aliás você os renova em 50% a cada 7 anos. E sabe o que mais afeta essas matrizes? Seus interesses e sua bagagem cultural: quanto mais você aprende (e mais cresce em conteúdo) mais vai se distanciar dos velhos amigos… Por outro lado, ele deve estar fazendo o mesmo, certo? E cada um, como uma “metamorfose ambulante”, segue sua vida… fazendo novos amigos e entendo, por fim, que a humanidade é uma grande família!

Se você quiser saber mais sobre o assunto, conheça o trabalho do Dr. Gerald Mollenhorst, da Universidade de Utrecht (Holanda). E você, em que projetos você encaixa seus amigos para mantê-los por perto?

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