Eis que me surgiu uma vaga interessante, em uma empresa encantadora (dessas que a gente é fã) e, como eu estava em um ano “quase sabático”, me propus ao desafio! A VAGA: “Diretor de Marketing e Comunicação” (traduzido do inglês)… O principal “ASSET”: CRIATIVIDADE.

Passadas as etapas finais da seleção, cheguei à entrevista. Pergunta vai, pergunta vem – a entrevistadora reforçando a importância da “criatividade” -, surgiram uma meia dúzia de perguntas e, na clássica “Fale me mais sobre você e por que você é a pessoa para a posição”, respondi: “(…) por fim, eu sou provavelmente a pessoa mais criativa que vocês vão conhecer… mais criativo, inclusive, que Marcel Kauffman ou William Baine”… Ela interrompeu e perguntou: “Quem são essas pessoas, Jack?”… eu respondi: “Ah, sim, eu acebei de criá-las agora… viu? É muita criatividade!”. Ela então estendeu a mão (para ser cumprimentada) e agradeceu ofendida, dizendo que não tinham tempo a perder e que os demais entrevistados estavam aguardando.

CUIDADO: eventualmente, precisamos nos acanhar para conseguirmos uma vaga (principalmente se o entrevistador não tiver senso de humor).

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